Há cerca de um ano, em meados de julho de 2017, a Fundação Tezos alcançava o auge de suas vendas e de sua aparição em veículos de mídia especializada, quando arrecadou o maior valor já registrado com sua mais recente oferta inicial de moedas, também conhecida como ICO, onde os valores chegaram a 232 milhões de dólares. No entanto, nem tudo ocorreu como o esperado.

O projeto baseado em blockchain acabou colecionando uma série de processos por falhas de contrato e acabou passando por grandes atrasos de lançamento, o que agravou ainda mais a situação da empresa e a tornou alvo de muitas críticas. Assim, a versão beta de seu sistema acabou sendo lançada há poucos dias, no dia 30 de junho de 2018.

Com a imagem pública do Tezos blockchain e da própria empresa bastante prejudicadas, a Fundação anunciou na última segunda-feira, 23 de julho de 2018, sua mais nova decisão para reparar os danos sofridos. A medida consiste na contratação da PricewaterhouseCoopers (PwC), também conhecida como Big Four, uma grande empresa de serviços executivos internacionais, principalmente auditorias.

Basicamente, a empresa com sede na capital do Reino Unido fará na Fundação Tezos uma profunda auditoria externa de seus registros em uma tentativa de otimizar o sistema de projetos e prestação de serviços da marca. Essa será a primeira vez que a PwC atuará em uma organização blockchain de larga escala, segundo os próprios representantes da Tezos.

Contudo, a empresa britânica de auditorias tem se mostrado bastante receptiva para os mercados que envolvem criptografia e criptoativos em geral. Nos últimos meses, com destaque especial para novembro de 2017, a PwC passou a incluir as criptomoedas como uma das formas de pagamento para seus serviços, dado o perfil de seus atuais clientes. Além disso, novas parcerias com grandes nomes têm sido frequentemente anunciadas.

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